Turismo: Itália – Circo Máximo – Roma

Turismo: Itália – Circo Máximo – Roma

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O Circo Máximo foi uma arena antiga e local de entretenimento na antiga Roma. Situada no vale entre a Colina Palatina e a Colina Aventina, este local foi inicialmente utilizado para jogos e entretenimento pelos reis etruscos de Roma.
Endereço: Via del Circo Massimo, 00186 Roma, Itália
Altura: 21 m
Estilo arquitetônico: Arquitetura da Roma Antiga
Província: Roma
Fonte: selectitaly
Endereço: Piazza di Porta Capena

Eventos e usos

O Circo Máximo era a maior arena dedicada aos jogos públicos que eram realizados nos principais festivais religiosos. Os jogos eram geralmente patrocinados pelos cidadãos mais ricos ou pelo próprio estado romano com o objetivo de agradar o povo e os deuses anualmente ou em intervalos bem estabelecidos. Também eram realizados para cumprir um juramento ou promessa ou durante a celebração de um triunfo. Segundo a tradição romana, os mais antigos jogos realizados no Circo Máximo foram prometidos pelo rei Tarquínio, o Soberbo, a Júpiter já no final do período monárquico (século VI a.C.) por sua vitória contra Pomécia

Os maiores jogos começavam com uma pomposa parada (pompa circensis) no Circo Máximo, muito similar uma parada triunfal, que explicava ao povo o objetivo dos jogos e introduzia os participantes. Contudo, alguns eventos realizados no Circo aparentemente eram relativamente pequenos e reservados. Em 167 a.C., “flautistas, atores e dançarinos” atuavam em um palco temporário, provavelmente erigido no centro da arena, entre as seções centrais das duas arquibancadas. Outros eram eventos enormes e imensamente caros, ocupando todo o espaço. Uma veação (venatio) realizada em 169 a.C., uma das várias ocorridas no século II a.C., empregou “63 leopardos e 40 ursos e elefantes”, com os espectadores presumivelmente protegidos por grandes barreiras.

Conforme a República se expandia, os jogos passaram a ser cada vez mais faustosos e novos jogos foram inventados pelos políticos que competiam pelo apoio popular e divino. Nos anos finais da República, os jogos ocupavam 57 dias do ano[5], mas não se sabe quantos destes exigiriam a utilização do Circo. Na maior parte do resto do ano, jóqueis e condutores praticavam utilizando a pista. Nos dias restantes, a arena servia de curral para os animais negociados no vizinho Fórum Boário, que ficava bem ao lado dos carceres (os portões de largada). Abaixo das arquibancadas, perto das múltiplas entradas do Circo, ficavam oficinas e lojas. Na época de Cátulo (meados do século I a.C.), o circo era “um empoeirado espaço aberto com lojas e bancas […] uma colorida e lotada área de baixa reputação” frequentada por “prostitutas, malabaristas, adivinhos e artistas de rua”.

Os imperadores romanos atenderam a crescente demanda popular por jogos regulares e a necessidade de arenas mais especializadas como obrigações essenciais de sua função e de seu culto. Durante os vários séculos de seu desenvolvimento, o Circo Máximo se tornou a arena dedicada à corrida de bigas. No final do século I, o Coliseu passou a abrigar a maior parte dos jogos gladiatoriais e caçadas de animais menores; a maior parte das competições atléticas eram realizadas no Estádio de Domiciano, com exceção das corridas de longa de distância, que ainda eram realizadas no Circo (segundo Plínio, elas podiam chegar a 128 milhas). A partir daí, os jogos passaram a ocupar 135 dias do ano.

Mesmo no auge de seu desenvolvimento como pista de corrida de bigas, o Circo permaneceu sendo o espaço mais apropriado em Roma para procissões religiosas de grande porte e também para grandes caçadas — no final do século III, o imperador Probo realizou uma caçada espetacular na qual os animais eram perseguidos através de uma floresta de árvores num cenário especialmente construído[8]. Com o advento do cristianismo como religião estatal do Império Romano, os jogos gradualmente foram perdendo popularidade. A última caçada realizada no Circo Máximo ocorreu em 523 e a última corrida foi patrocinada pelo rei ostrogodo Totila em 549.

Status atual e usos modernos

Depois do século VI, o Circo Máximo foi abandonado e se arruinou; sua estrutura passou a servir de fonte de materiais de construção. Os níveis inferiores, sempre propensos a inundações, acabaram gradualmente enterrados por causa do depósito de terra e detritos e, por conta disto, a pista original está atualmente enterrada a cerca de seis metros abaixo do atual nível do solo. No século XI, o Circo foi “substituído por moradias alugadas pela congregação de São Guido”[40]. No século XII, um curso d’água foi escavado no local para drenar o vale e, na década de 1500, a área foi utilizada como mercado. Muitas das estruturas principais do Circo sobreviveram a estas mudanças; em 1587, dois obeliscos foram removidos da espina pelo papa Sisto V: o Obelisco Flamínio foi posicionado na Piazza del Popolo e o Obelisco Laterano, em frente ao Palácio de Latrão. Escavações em meados do século XIX no local descobriram as porções inferiores de uma fileira das arquibancadas e um pórtico exterior. Desde então, uma série de escavações expuseram mais seções da arquibancada, a extremidade curvada e a espina. Contudo, novas escavações tem sido limitadas pela escala, profundidade e pela umidade do solo.

Atualmente, o Circo Máximo é um grande parque público no centro da cidade de Roma frequentemente utilizado para concertos e manifestações. A banda Genesis realizou um concerto para um público de cerca de 500 000 pessoas no local em 2007 (When in Rome 2007). Ali também foi o local das comemorações pela conquista da Copa do Mundo de 2006 pela Itália.

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Fonte: pt.wikipedia.org Fotos: romapravoce.com

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