Ingrediente fresquinho de hoje: Azeite de oliva

Ingrediente fresquinho de hoje: Azeite de oliva

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Conhecido há mais de cinco mil anos e chamado de “ouro líquido” nos países do Mediterrâneo, o azeite de oliva era considerado por Hipócrates, o Pai da Medicina, não só alimento, mas um poderoso remédio. Na época, ele utilizava o óleo para tratar ferimentos e aliviar dores, o que sinalizava uma propriedade anti-inflamatória. Na Roma antiga, o azeite de oliva integrava os rituais de saúde e beleza durante os banhos. Os romanos massageavam a pele com azeite, sem enxaguá-lo ou removê-lo. Hoje, o azeite de oliva é a base da cozinha nos países do sul europeu, na região do Mediterrâneo. Lá, esse ingrediente é utilizado no preparo de toda refeição, e não só para temperar saladas. A alimentação desses países é considerada um exemplo de dieta saudável por médicos do mundo todo. Mas afinal: quais os benefícios do azeite de oliva?

De acordo com a Associação Norte Americana de Azeite de Oliva, os maiores consumidores deste óleo são os gregos com uma média de 24 litros por pessoa por ano, enquanto os espanhóis consomem uma média de 15 litros e os italianos de 13 litros. No Brasil, esse consumo ainda é bastante baixo, cerca de apenas 365g por pessoa, sendo quase que a sua totalidade importada, segundo dados do Conselho Oleícola Internacional.

Para a produção do óleo, as azeitonas são colhidas, lavadas e prensadas. A pasta resultante do processo de prensagem, é agitada para liberar as gotas de óleo. A água é retirada em seguida por meio de centrifugação. O produto resultante é um óleo que pode ser refinado ou não refinado. Entenda a seguir quais as particularidades de cada tipo. Na sequência será abordado para que serve, assim como as propriedades e quais os benefícios do azeite de oliva.

Os benefícios do azeite se estendem ainda a outras partes do corpo. E a lista é grande: Pesquisadores da Universidade de Valme, na Espanha, observaram que o azeite de oliva combate o micro-organismo por trás da gastrite; Cientistas do Instituto Monell, nos Estados Unidos, encontraram no azeite uma molécula que oferece alívio para as dores crônicas; Pesquisadores da Universidade de Jáen, na Espanha, notaram que o alimento combate a osteoporose; e outras pesquisas já apontaram a ação preventiva em tumores. Ele não só ajuda a diminuir o mau colesterol, como também aumenta o bom colesterol, isto ocorre graças a presença de antioxidantes, encontrados no azeite. Mas seus benefícios não ficam apenas na saúde cardiovascular; Há ainda a proteção do cérebro e dos ossos, o combate ao diabetes e até ajuda no processo de emagrecimento.

Há três tipos de versões virgens do azeite:

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Azeite extravirgem: É a melhor opção, pois possui mais fotoquímicos que têm propriedades antioxidantes. Apresenta ácido oleico não superior a 1%;
Azeite virgem: O alimento possui sabor e aroma marcantes e tem acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 2%;
Azeite virgem corrente: Tem um gosto bom e acidez, demonstrada em ácido oleico, não superior a 3,3%.

O azeite de oliva é considerado um alimento super saudável. Porém, ele é um produto muito fácil de ser fraudado, e os controles dos órgãos regulamentadores estão longe de serem eficientes. A verdade é que ao comprar um azeite no mercado, infelizmente não temos como ter certeza se estamos realmente comprando um óleo bom. E isso não ocorre apenas no Brasil; o problema existe em maior ou menor escala em vários lugares do mundo.

Entre as principais fraudes e adulterações estão:

Mistura com óleos mais baratos, como de soja
Dizer que é extra virgem, mas na verdade não ser
Óleos extraídos com solventes ou tratados com calor
Quanto mais barato o azeite, maior a chance de ter sido adulterado. Desconfie. Em geral, azeite de oliva verdadeiro é um produto caro.

Outras dicas importantes para evitar comprar azeites oxidados

Escolha um azeite com o vidro bem escuro (pois ele se oxida com a luz)
No mercado, procure pegar as garrafas do fundo, pois essas são menos expostas à luz diariamente
Compre com a data mais longe possível do vencimento.

Fonte: melhorcomsaude.com

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